Como reduzir a dependência de obsolescência programada
Inventário, padrão aberto, exportação de dados e contrato de suporte. As quatro medidas que tiram o cliente do gatilho do fabricante.
A melhor defesa contra a obsolescência programada é não ficar na posição em que ela funciona. E essa posição é simples: um cliente que não tem como sair, porque não sabe o que tem, não consegue migrar porque não tem como levar os dados, e não consegue negociar porque não sabe até quando aquilo funciona.
A primeira medida é o inventário. Saber o que existe, com modelo, versão, data de compra, data de fim de suporte e quem usa. Sem inventário, nenhuma estratégia de troca é possível, porque a troca é sempre adiada por falta de informação, e o parque envelhece. O inventário não precisa ser completo no primeiro dia. Precisa começar, e precisa ser atualizado com o que entra.
A segunda é o padrão aberto. Um sistema que fala um protocolo aberto, guarda dados em formato legível e permite exportação completa não prende ninguém. Isso não impede a obsolescência programada, mas impede que ela seja uma saída sem volta. A pergunta útil não é se o fornecedor vai oferecer um produto novo, e sim se o cliente pode levar o que tem.
A terceira é a exportação testada. Não basta ter a opção de exportar. É preciso exportar de tempos em tempos, e verificar que o arquivo abre. A exportação que nunca foi testada é uma hipótese, e na hora da migração costuma se descobrir que o formato é incompleto, que o volume é outro, ou que ninguém mais lembra como o dado foi relacionado.
A quarta é o contrato de suporte. Ter o prazo de fim de suporte escrito, e saber o que ele custa para estar dentro. O valor do suporte, comparado com o valor da troca, costuma ser menor, e a diferença é o que separa uma decisão técnica de uma decisão de emergência.
Com as quatro medidas, a obsolescência programada deixa de ser um evento e vira uma linha no orçamento. A empresa continua comprando, porque precisa comprar, mas compra com prazo, com inventário e com alternativa. A troca volta a ser decisão, e não pressão.
A primeira medida é o inventário. Saber o que existe, com modelo, versão, data de compra, data de fim de suporte e quem usa. Sem inventário, nenhuma estratégia de troca é possível, porque a troca é sempre adiada por falta de informação, e o parque envelhece. O inventário não precisa ser completo no primeiro dia. Precisa começar, e precisa ser atualizado com o que entra.
A segunda é o padrão aberto. Um sistema que fala um protocolo aberto, guarda dados em formato legível e permite exportação completa não prende ninguém. Isso não impede a obsolescência programada, mas impede que ela seja uma saída sem volta. A pergunta útil não é se o fornecedor vai oferecer um produto novo, e sim se o cliente pode levar o que tem.
A terceira é a exportação testada. Não basta ter a opção de exportar. É preciso exportar de tempos em tempos, e verificar que o arquivo abre. A exportação que nunca foi testada é uma hipótese, e na hora da migração costuma se descobrir que o formato é incompleto, que o volume é outro, ou que ninguém mais lembra como o dado foi relacionado.
A quarta é o contrato de suporte. Ter o prazo de fim de suporte escrito, e saber o que ele custa para estar dentro. O valor do suporte, comparado com o valor da troca, costuma ser menor, e a diferença é o que separa uma decisão técnica de uma decisão de emergência.
Com as quatro medidas, a obsolescência programada deixa de ser um evento e vira uma linha no orçamento. A empresa continua comprando, porque precisa comprar, mas compra com prazo, com inventário e com alternativa. A troca volta a ser decisão, e não pressão.
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