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Bruno Alexandre Tecnologia, infraestrutura e desenvolvimento

EternalBlue: a falha que virou o WannaCry e parou hospitais eFactories

Em 2017, uma falha no protocolo de compartilhamento de arquivos do Windows foi usada por um ataque de ransomware que congelou sistemas em vários países.

Bruno Alexandre 04/10/2026 3 leituras
EternalBlue: a falha que virou o WannaCry e parou hospitais eFactories
Em 2017, o mundo viu a rede de hospitais do Reino Unido, empresas de manufatura e systems de transporte pararem de funcionar ao mesmo tempo. A causa foi um ransomware chamado WannaCry, que se espalhava pela rede e criptografava os dados de quem era alcançado. Ele explorava uma falha no protocolo SMB de compartilhamento de arquivos do Windows, conhecida como EternalBlue e registrada como CVE-2017-0144.

A falha em si já existia havia alguns meses, tinha sido usada por um grupo de espionage e depois vazada para a Internet. A diferença é que a Microsoft já tinha publicado a correção em março de 2017, e mesmo assim a maioria das organizações não tinha aplicado a atualização. O WannaCry apenas escaneou a internet em busca de servidores SMB expostos e criptografou o que encontrou.

O que o caso mostrou, e ainda mostra, é o custo de não atualizar. A falha estava corrigida. O incidente não foi explorando uma falha desconhecida, foi explorando uma falha conhecida de nenhum. Num ambiente com controle de segmentação e sem privilégios administrator nas estações de trabalho, a propagação teria sido muito mais lenta.

A lição prática é sobre a combinação de três fatores: uma falha com correção disponível, a existência de um exploit público e a ausência de um processo de atualização que funcione. Dois deles são resolvidos por decisão de gestão, e o terceiro por engenharia. Uma empresa que mantém inventário de servidores, coleta de patches e prazo de aplicação não depende de sorte.

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