O que a sua empresa pode fazer contra o IMSI Catcher
O problema não se resolve com advertência. Existe um conjunto de medidas de política e de arquitetura que reduzem o risco de forma concreta.
O IMSI Catcher não é um ataque de rede que o firewall bloqueia, porque ele opera na camada de rádio e se faz passar por uma célula legítima. Nenhuma regra do firewall do escritório impede que um chip se anuncie para um equipamento falso a cem metros da reception. Dizer isso não é desistir: é entender que a defesa tem que estar em outro lugar.
A primeira medida é a de autenticação. Enquanto a autenticação de segundo fator puder chegar por SMS, existe uma janela em que o código pode ser interceptado por um equipamento que capture a identificação do chip na janela de tempo correta. Trocar por aplicativo autenticador ou chave física muda a natureza da proteção, porque o segundo fator deixa de depender da rede móvel.
A segunda medida é administrativa e depende de processo. A política de uso de equipamento particular para acessar o sistema precisa existir, ser curta e ser auditada. O ponto não é proibir o celular, é que o acesso feito por um chip de operadora cuja rede não é conhecida precise de um segundo fator que não dependa de SMS.
A terceira é de inventário: saber qual ativo corporativo é acessado por qual dispositivo, e por qual tipo de rede. A maior parte das empresas não tem essa resposta, e é por isso que o risco é avaliado de forma abstrata.
A quarta é a mais subestimada: reduzir a superfície. Um acesso remoto que exige uma VPN, com MFA e com registro, reduz ainstaller tanto a exposição de rede quanto a exposição do operador de acesso, que é o outro lado do mesmo problema. A maior parte dos ataques que começam por um chip capturado termina em um credencial roubado, e não em uma escuta.
O que fica, no fim, é umalição de costume: a empresa precisa ter a resposta escrita para a pergunta que o auditor vai fazer, que é o que a empresa usa para acessar o sistema e por qual caminho.
A primeira medida é a de autenticação. Enquanto a autenticação de segundo fator puder chegar por SMS, existe uma janela em que o código pode ser interceptado por um equipamento que capture a identificação do chip na janela de tempo correta. Trocar por aplicativo autenticador ou chave física muda a natureza da proteção, porque o segundo fator deixa de depender da rede móvel.
A segunda medida é administrativa e depende de processo. A política de uso de equipamento particular para acessar o sistema precisa existir, ser curta e ser auditada. O ponto não é proibir o celular, é que o acesso feito por um chip de operadora cuja rede não é conhecida precise de um segundo fator que não dependa de SMS.
A terceira é de inventário: saber qual ativo corporativo é acessado por qual dispositivo, e por qual tipo de rede. A maior parte das empresas não tem essa resposta, e é por isso que o risco é avaliado de forma abstrata.
A quarta é a mais subestimada: reduzir a superfície. Um acesso remoto que exige uma VPN, com MFA e com registro, reduz ainstaller tanto a exposição de rede quanto a exposição do operador de acesso, que é o outro lado do mesmo problema. A maior parte dos ataques que começam por um chip capturado termina em um credencial roubado, e não em uma escuta.
O que fica, no fim, é umalição de costume: a empresa precisa ter a resposta escrita para a pergunta que o auditor vai fazer, que é o que a empresa usa para acessar o sistema e por qual caminho.
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